Garis e Lixeiros PEJOTIZADOS: O STF Virou as Costas Para Quem?
O “Presente” do STF Para Quem Mantém as Cidades Limpas
Na semana em que São Paulo enfrentou enchentes históricas causadas por lixo acumulado, o Supremo Tribunal Federal decidiu: garis e lixeiros podem continuar sendo contratados como PJ. Ou seja, sem carteira assinada, sem FGTS, sem direitos trabalhistas básicos.
Enquanto ministros recebem salários de R$ 39 mil (com todos os benefícios), os trabalhadores que arriscam a saúde catando nosso lixo terão que se virar com “notinhas fiscais”. Uma ironia cruel num país que produz 80 milhões de toneladas de resíduos por ano.
O Que Significa Ser Gari PEJOTIZADO na Prática?
- Salário por produção: R$ 15 por tonelada de lixo coletado (em média R$ 1.200/mês)
- Sem equipamentos: Compram suas próprias luvas e botinas
- Sem licença médica: Trabalham doentes ou são substituídos
- Sem aposentadoria: Aos 60 anos, viram “ex-PJ” sem amparo
“Trabalho há 8 anos na coleta e nunca tive férias”, denuncia João, 42 anos, que precisa catar materiais recicláveis à noite para complementar a renda.
Os 3 Argumentos (Frágeis) Para Justificar Essa Decisão
- “Flexibilização” do mercado
Prefeituras alegam economia de 30% com encargos – mas não dizem que o custo vira doença e rotatividade.
- “Autonomia” do trabalhador
Como se escolher entre comer ou comprar EPI fosse liberdade.
- “Modernização” das relações
Moderno pra prefeitura, medieval pro trabalhador.
O Que Perdemos Com Essa Decisão?
- Saúde pública: Doenças se espalham com lixo mal coletado
- Qualidade do serviço: Rotatividade de 120% no setor
- Dignidade: Profissionais essenciais tratados como descartáveis
Enquanto isso, as empresas terceirizadas faturam R$ 12 bilhões/ano com limpeza urbana.
Até Quando Vamos Aceitar Isso?
A decisão do STF escancara nossa hierarquia de valores: quem limpa nossa sujeira não merece direitos básicos. Compartilhe esta matéria – a pressão popular já derrubou absurdos maiores.

